domingo, 3 de abril de 2011

‘Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol’

Esta é uma das frases de um dos meus livros preferidos: ‘O pequeno príncipe’ e realmente se encaixa muito bem na vida de grande parte das pessoas que eu conheço, inclusive na minha.

Mas por que será que quando estamos tristes gostamos de ver o pôr-do-sol? O que há de mais em olhar para o céu e ver o sol indo embora e a lua chegar? Provavelmente não existe uma explicação lógica para isso, mas acredito que a calmaria de um fim de tarde é algo tão magnífico que, ao estarmos tristes, nos traz certo conforto momentâneo e acaba nos fazendo querer voltar a acreditar naquela fé que nos fazia otimistas demais.

Enquanto o sol está lindo e absoluto preparando-se para ir passear na China, você está ali, pensando que o melhor seria morrer e que mais nada nisso tudo que chamam de vida tem sentido. É nessa hora que você olha para o céu e começa a pensar, pensar e pensar. No meio dos seus pensamentos você acaba parando para apreciar o espetáculo particular que o sol dá e só acontece uma vez por dia, percebendo então que ele está ali, todos os dias, independentemente do que aconteça, enfrentando o seu dia e fazendo o que tem que fazer: iluminar; ao mesmo tempo que você está sofrendo, chorando, morrendo por dentro e não faz nada para mudar isso, apenas se conforma com a tristeza habitando o seu corpo.

E assim, foi olhando o pôr-do-sol que aprendi a seguinte lição: Não importa o que aconteça hoje conosco, sempre existe um amanhã e por pior que as coisas possam parecer, como diz uma frase bem clichê que existe: ‘não há nada como um dia após o outro’. Vamos depositar nossas esperanças no amanhã, mas sabendo que obstáculos e momentos ruins sempre estarão presentes e que por serem necessários, devemos buscar aprender a lidar com eles e não deixar que sejam o foco de nossas vidas.

sábado, 19 de março de 2011

Reflita um pouquinho x)

Quando eu digo 'eu te amo' a uma pessoa, estou realmente sendo verdadeira. Não gosto de usar a palavra em vão e não tenho vergonha de dizê-la a pessoas por quem realmente sinto amor. Não ligo para o fato de que a sociedade ache que só devamos dizer a frase a namorados; a gente ama pais, irmãos, avós, tios e amigos também. Então, por que não dizer a eles?

sábado, 5 de março de 2011

Um até mais.

Estou aqui no meu quarto temporário - que mais parece uma fornalha, pensando em como vou conseguir cumprir minha promessa de escrever no blog ao menos duas vezes ao mês, quando não tenho nenhuma ideia (tampouco inspiração).
Por que eu não tenho nenhuma ideia? Ah, talvez a resposta seja simples: Não estou triste, não estou sofrendo, não estou com raiva, não estou conversando com muita gente ultimamente (logo, a empatia está de férias),  não tenho tempo... Sim, existem vários 'nãos' para isso e, por hora, minha mente não quer trabalhar na exclusão desses nãos.
E, diante disso, é agora que você deve estar pensando a seguinte frase: COMO ASSIM M. NÃO TEM INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER? :O Pois é, é um fato duro e triste, mas nos últimos tempos sinto que meu gosto pela escrita está indo embora e, quando escrevo, não gosto muito do resultado -acabo sentindo-me frustrada. Pode ser algum tipo de insatisfação pessoal e eu sinto muito estar perdendo o que havia de melhor em mim, contudo, não há como forçar algo que antes me era um 'dom' natural a se tornar algo artificial.
Não sei se recuperarei o gosto perdido, nem quanto tempo demorará para isso (se vier a acontecer), então tenho duas coisas a dizer: 1- Talvez eu me ausente por algum tempo daqui e 2- Sinto muito se meus últimos textos já não têm correspondido as expectativas de quem os lê, mas eu creio que o fato de eu ter a vergonha na cara de reconhecer isso  já é um bom (re)começo :)
Sem mais delongas minhas caras pouquíssimas leitoras,

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Está chegando a hora de dar Tchau.


Daqui a exatamente 1 semana estarei indo embora daqui. Estarei indo embora de um lugar que me fez muito feliz como também muito triste, que me trouxe aprendizado e claro, poucos e verdadeiros amigos.
Não vou levando daqui apenas uma mala cheia de objetos pessoais, mas também uma cheia de recordações, com um pouquinho de cada um que me fez bem e algumas vezes sofrer. Nessa mala, que tenho certeza ser a mais pesada e que está dentro de mim esperando pelo término de sua arrumação, eu levo pessoas muito, muito especiais mesmo. Pessoas que me ensinaram a dose certa da sinceridade, o valor da palavra amigo, a demonstrar meus sentimentos, a amar de verdade, a superar obstáculos, a ter determinação, a deixar de lado futilidades e aproveitar as pequenas e preciosas coisas, a dar valor a cada momento junto de quem te faz sentir bem, a gostar um pouco mais de mim. Pessoas que de uma forma ou de outra sempre estarão comigo, mesmo que a proximidade diminua, pois como eu já disse uma vez, nunca deixo pra trás quem foi importante na minha vida e contribuiu para a minha felicidade.
Algumas dessas pessoas, têm personalidades bem peculiares, que eu tive bastante dificuldade para aprender a lidar e entender; outras delas são tão transparentes, tão doces, que dificilmente eu precisei me esforçar para fazê-lo. Foi por ter convivido com pessoas tão distintas assim que aprendi a lidar melhor com as diferenças e aceitar cada ser da terra como ele realmente é. Quero assim apenas agradecer, de forma singela, a cada uma delas, por tudo que me ensinaram e por terem feito parte dessa etapa da minha vida -valendo-se salientar que gostaria muito que continuassem presentes nas subsequentes.
A mala de recordações que levarei será cheia, mas com certeza não me incomodarei de carregá-la sempre comigo. Vai ser difícil sim ir embora daqui, mesmo que para um lugar próximo, só eu sei o quanto, imaginando tudo que foi vivido com quem está dentro da mala e sabendo que já não verei essas pessoas com tanta frequência quanto as via antes. Contudo é algo que necessita ser feito, afinal, ter receio do desconhecido eu sempre tive, mas também sempre o enfrentei e, não vai ser dessa vez que será diferente.
Eu não sei quem realmente vai sentir minha falta, mas isso não está me importando no momento, pra mim o que importa é de quem EU vou sentir falta, as lembranças que levarei.
A quem eu não vou ter a oportunidade de me despedir, aquele meu velho sorriso (que eu nem gosto tanto) e um grande e afetuoso abraço destinado a vocês. A quem eu terei essa oportunidade, peço apenas uma coisa: "Não olhe pra trás, odeio despedidas, diga até mais, mesmo se for adeus".

Então, até mais ;)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Passado


Hoje, durante a manhã fui a casa dos meus pais e resolvi procurar algumas coisas minhas que estavam lá - pena que não consegui encontrar todas.
Encontrei duas cartinhas da época em que eu tinha 11/12 anos, escritas por amigas (uma me parabenizando pelo meu aniversário, outra de uma prima que mora longe contando sobre as férias dela). Mexendo naqueles papéis e os relendo, eu lembrei de como eu era feliz na epoca, dos sonhos de pré-adolescente, das amizades que construí. Lembrei de como eu sentia que as pessoas eram verdadeiras, de como eu sempre gostei de ser alguém um tanto independente . Lembrei de que eu nunca me achara bonita - e eu sei que não sou, porém melhorei bastante kkkkk - mas não me importava com isso, porque eu tinha - e ainda tenho - preocupações maiores: VIVER.
Nesse clima de nostalgia, veio-me a mente  aquela menina tão estranha e contraditória, que um dia, do nada, fez mais dois furos na orelha e resolveu pintar o cabelo de roxo e depois de vermelho, sabe-se lá o porquê. A lembrança dessa menina desencadeou a vinda de lembranças também daquela Alinne de aparelho,  quietinha (diferente da gasguita de hoje kkk), estudiosa, super aplicada, com a qual eu estudava para as provas e passava cola pros nossos amigos nem tão estudiosos assim kkkkkk; daquela Mirelle com quem eu troquei canetinhas coloridas nos primeiros dias de aula, que tinha várias crises de riso, contagiava-me com sua alegria (algumas coisas não mudam), fazia-me mentir quando se metia em alguma enrascada (esses dias eram realmente engraçados) e que às vezes não fazia algum trabalho da escola e acabava entregando o rascunho do meu; da gatinha siamês Priss, muito na dela, com aquele jeitinho meigo, aquela preguicinha de estudar e de ir para a aula de Edc. Física, das nossas conversinhas durante as aulas ... Do Erison, o único guri do quinteto, do chiclete ploc, de JP e do 11e37.  Lembrei também de um trabalho que meus amigos 'estudiosos' não haviam feito e que eu acabei fazendo dois e sorteando um para eles kkkkkkk; dos intervalos em que Linne, Mi, Priss, Galdino e eu ficávamos jogando conversa fora e nos quais eu adorava comer algo doce com algo salgado; de quando ignorávamos os gradeados, do estresse de Josefa comigo, das amadas aulas de Geografia e História, da apresentação do dia das mães em que eu fui com febre pra escola porque tinha me comprometido a ser um dos anjinhos e ensaiado a semana inteira "mãe, palavra que Deus criou...", dos primeiros paquerinhas das meninas (1 real, açuquinha :P - falando de Mi e Priss, obviamente, porque Alinne e eu éramos uma negação em se tratando de romances).
 Lembrei também de uma epoca anterior, da minha amiga Moninha (Zé Lelé) que eu tanto gosto, mas que mal vejo. Do quanto a gente se falava por telefone e gostava de conversar- não que isso tenha mudado, entretanto o tempo disponível para visitar os amigos já não é mais o mesmo, já que junto com a idade chegam maiores responsabilidades e o contato diminui, porém mesmo sendo pouco, não apaga o que fora cultivado a tantos anos atrás.
E assim, depois de lembrar de tanta coisa boa já vivida, voltei ao presente, deparando-me com aquela menina que tinha o cabelo da cor de fogo com ele agora bicolor. O ar talvez menos sério, devido a tudo que viveu no decorrer desses anos, mas aquela velha responsabilidade ainda presente e, na face o sorriso, que ela não gostava que vissem, estampado por recordar momentos tão bons. A Alinne ainda doce, com o coração puro, aquele jeitinho encantador e sua falinha de dar dores no ouvido kkkkkkk; a Mirelle carente e um tanto diferente da que eu conheci em alguns aspectos (continua bagunceira, vale-se salientar), trazendo no rosto aquela alegria e orgulhando-me por buscar o melhor para si; a Priss, que eu não vejo a exatamente um ano, ainda quietinha, preservando aquele mesmo jeitinho e que, mesmo distante, está sempre presente. A Moninha, hoje já mãe e, assim como Priss, igualzinha a que eu conheci e o seu filhinho lindo com quem eu tanto gosto de brincar.
Isso tudo que eu lembrei e vivi prova que o passado nem sempre deve ser deixado para trás, que parte dele merece estar no nosso presente, contribuindo para um futuro mais feliz. Grandes amizades sobrevivem ao tempo e ao espaço. Grandes amizades não se deixam diluir no veneno trazido por pessoas traiçoeiras e egoístas que não entendem o que é a grandeza dessa manifestação do amor tão linda.
Ao longo desses anos fiz sim amigos novos, bem como me afastei de pessoas que eu julgava serem minhas amigas, mas na verdade não passavam de colegas. Todavia, o que eu enfatizo aqui é que nunca deixei para trás aquelas pessoas que contribuíram para tornar meus dias mais felizes e mais fáceis de serem vividos. Creio eu que, a partir do momento que alguém contribui para a sua felicidade e melhora a sua vida, não faz sentido  deixá-lo cair no esquecimento, a não ser que esse alguém passe a ser prejudicial ao seu bem por algum motivo. A verdade é que o tempo e a convivência nos revelam quem é quem, de modo que as pessoas destinadas a marcar nossas vidas sempre estarão presentes de alguma forma, seja ali ao nosso lado todos os dias, seja no pensamento ou dentro dos nossos corações, pois mesmo ocorrendo períodos de distanciamento - já que somos humanos e vez por outra precisamos passar um tempo apenas com nós mesmos- nada muda o que ficou guardado, nada muda o que foi vivido.

Ps.: Algumas pessoas podem estar estranhando o fato de não terem sido citadas nesse texto, mas ele remete a um período em que eu não as conhecia e, essas pessoas sabem também que assim como estas citadas, tem um espaço significativo no meu coração. 
Ps².: Sei que o texto está repetitivo em algumas partes, não revisei :)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Enjoada do amor.

                                                                  Imagem disponível em: http://maniasdemenina.net/?cat=10
Que me perdoe o amor, esse sentimento lindo e que todos querem viver, mas estou meio que 'enjoada' dele.

Vejo pessoas numa busca desenfreada por tal sentimento, chorando por 'tê-lo perdido', super felizes por 'tê-lo encontrado', revoltadas por terem acreditado em sua existência, satisfeitas por acharem que de fato vivem um.

Todos nós de um modo ou de outro acabamos pensando no amor, respirando amor, ligando-se ao amor. Mas nenhum de nós compreende o que ele de fato é. Não vou tentar explicar o Amor, pois assim como qualquer ser humano, já passei muitas e longas horas pensando no significado dessa palavra, no que esse sentimento nos proporciona, nas marcas que ele deixa e porque mesmo nos ferindo, sempre estamos em busca dele,obviamente, nunca chegando a uma resposta plenamente satisfatória por um prazo maior que o de um ano (que surpresa).

Nosso maior problema é que sempre buscamos o amor dos outros e esquecemos de nos amar. É por isso que sofremos, quebramos a cara, achamos que não poderemos superar o fato de um relacionamento ter chegado ao fim - sim, hoje estou falando sobre o Amor entre um homem e uma mulher, não das mais variadas esferas dele. E aqui chego ao motivo do meu enjoo: eu estou um tanto cansada de amar os outros e esquecer de me amar. Eu estou precisando ME encontrar, para quem sabe depois pensar em dar meu amor a outra pessoa.

Meus 'relacionamentos' -como se 2 namoros fosse muita coisa - anteriores me ensinaram bastante e só agora eu colho alguns desses ensinamentos (motivo pelo qual o enjoo é mais forte). Agora eu vejo o quanto preciso buscar gostar mais de mim, o quanto tenho que valorizar a pessoa que eu sou, bem como melhorar os pontos que me incomodam. Não sei se vou conseguir alcançar o que pretendo, mas como sempre, vou tentar até o fim :)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E as reflexões continuam

O ano escolar está acabando e, embora eu esteja cansada de tantas coisas para se fazer, vai dando aquele aperto no coração por saber que não verei mais os mesmos rostos todos os dias, por saber que não abraçarei mais os mesmos amigos todos os dias.
Ao pensar sobre o futuro, o que há na minha mente é uma grande confusão. Não faço ideia de como será o próximo ano, não tenho noção do que ele me reserva. Se eu passar no vestibular, será que vou conseguir me sair bem na faculdade? Aliás, será que eu irei estudar lá? Se eu não for, esse ano de estudos será perdido? Estou confusa².
Sentirei muita saudade de tudo isso aqui, mas o que mais me dói não é não estar perto dos meus amigos, minha mãe ou meus irmãos e sim, que provavelmente irei morar longe dos meus avós. Eu tenho tanto medo...  Queria passar o resto da minha vida aqui, pertinho deles. Só de pensar que eles vão ficando velhinhos e que um dia não estarão mais por perto de mim fisicamente, eu vejo o chão sumir.
 Queria olhar pra trás e me orgulhar de quem eu fui, de tudo que eu vivi. Mas eu não sou uma pessoa segura e nunca estou satisfeita comigo mesma. Acho-me uma pessoa idiota, que ama demais as pessoas - não que amar seja errado, mas amar quem não dá a mínima pra você é burrice - e sempre acaba sofrendo por muitas vezes não entendê-las. Acho-me alguém que machuca as pessoas com as palavras, por ser tão direta às vezes e gostar tanto de comandar as coisas. Quem realmente é próximo de mim sabe que estou tentando mudar o que eu acho errado, mas só eu sei o quanto é difícil. Espero mesmo conseguir me tornar alguém melhor, vou buscar isso. Buscarei também me desprender de determinadas amizades.
Existem dois tipos de pessoas próximas a mim: as que realmente gostam de mim e as que precisam de mim. Estas últimas geralmente só me procuram quando estão com problemas ou quando não há mais ninguém a quem possam recorrer para sair. Eu já devia ter me adaptado a isso, afinal sempre se repete seja com amigas, seja com amigos - sim eu sei que a palavra amigos já engloba os dois gêneros.
Se alguns se perguntassem quem sempre esteve ali quando precisavam e procuravam ajuda, a resposta seria M., mas se eu me perguntasse o mesmo, a resposta também seria M.. Agora eu tenho outra resposta, poucos nomes, não preciso citá-los porque os proprietários sabem que estou me referindo a eles. Sou muito feliz por no meio de tantas amizades que me fizeram sofrer, ter conquistado algumas que realmente me fazem bem, afinal nunca pensei que poderia considerar amigas como irmãs, mas neste caso é isso que acontece (sem falar nos meus amigos que eu também gosto tanto).
Infelizmente, acho que posso vir a perder contato com algumas dessas pessoas, mas são coisas da vida. As boas lembranças que existem dentro de mim são as coisas que realmente valem nessa caminhada: a felicidade de estar com pessoas que a gente gosta, a partilha de coisas boas e ruins, os olhares, os sorrisos, as brincadeiras... Enfim, tudo aquilo que constitui amizades verdadeiras.
Sem mais delongas, quero finalizar deixando um lembrete para mim mesma: Afaste-se daqueles que te fazem mal. Não se torture com pessoas que nem sentem sua falta se importando tanto com elas. O mundo provavelmente nunca será como você sonha, porque as pessoas insistem em ser individualistas e não olhar para quem está ao lado delas. Busque mostrar ao máximo de pessoas que vale a pena se preocupar com o próximo, no entanto, saiba que elas nem sempre o farão.
Força, você é capaz de alcançar tudo o quer, sabe disso. Dê o melhor de si e não se curve diante dos obstáculos. A vida é linda, basta você buscar essa beleza.