domingo, 26 de junho de 2011

 



A ficha cai. Você percebe que aquela pessoa não era sua amiga - mesmo você nutrindo o sentimento de amizade por ela -, apenas procura-te quando precisa de ti, precisa de alguém que a faça sentir-se relevante, segura e todo esse blá blá blá.
Fala (e reclama) das atitudes que os outros amigos tem para com ela, mas não enxerga que faz coisa pior com você que está sempre ali quando esta criatura precisa.
Então você se cansa, resolve sair da vida dessa pessoa aos poucos, e ela nem mesmo nota. Surpresa(o)? Eu, nem tanto.
Sabemos que um dia ela notará sua ausência (ou não) e que talvez quando esse dia chegar seja tarde demais e o laço da amizade não possa mais ser (re)atado.
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sábado, 28 de maio de 2011

Carta para você

      A verdade é que ainda lembro da sua existência, mas há muito você deixou de ser a estrela que eu procurava ver no céu. É incrível como, mesmo que a gente não acredite, o tempo cuide em cicatrizar nossas feridas (ou "desviar o incurável do centro das atenções", se preferir) e torne algumas lembranças mais vagas à medida que passa; assim como também é notável o quanto crescemos como seres humanos, o quanto amadurecemos quando encaramos as coisas de frente, por piores que pareçam.
     Quando tudo isso começou, eu confesso que não queria mais encarar o mundo, não queria sonhar e, tampouco, olhar as estrelas que tanto gosto. Vivia sim um dia de cada vez, mas no piloto automático, de modo que foram se passando dias, semanas, meses... E eu continuava ali, sem notar o mundo mudar.
     Durante todo esse período eu acabava te revendo e, claro, no início era muito difícil. Contudo, com o passar dos verões, fui me acostumando, até chegar o dia em que te ver passou a não me incomodar mais, não doer mais e finalmente, tomei consciência de que aquele momento da minha vida estava me proporcionando um aprendizado e eu devia tirar o máximo de conhecimento dele.
     Não precisava te dizer isso, sei que você já sabia de tudo o que está escrito aqui. Você sabe o que significou pra mim e que este significado já se perdeu no tempo. Não, não me arrependo de tê-lo conhecido, apenas não descobri por completo ainda qual foi o objetivo do nosso encontro.
♫ Mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem. ♫
M.

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sábado, 23 de abril de 2011

"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...

pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo."

Então eu estou aqui, prestes a ir embora, prestes a me aventurar numa nova realidade.
Esse futuro que em breve se tornará o meu presente parece-me bastante desafiador, de modo que eu não consigo imaginar claramente como será.
Agora, mais do que antes, eu continuo a acreditar que Deus põe as pessoas em nossas vidas no momento em que realmente precisamos conhecê-las e estas mesmas pessoas se vão quando é chegada a hora. Assim, todas elas conquistam o espaço que as pertence, nos ensinando o que precisamos aprender naquele momento de nossa existência. O problema é que na maior parte das vezes não sabemos administrar bem o meio tempo entre a chegada e saída delas, o que acaba gerando sofrimento.
Estou tentando assimilar melhor o fato de que em breve algumas pessoas sairão da minha vida, bem como também a chegada de novas.
Ontem, ver alguém que no passado fora importante para mim fez-me perceber o quanto a raça humana é mutável. Quando um relacionamento chega ao fim (amizade, namoro, seja lá o que for), chegamos a pensar que nossa vida acabou e não buscamos encarar esse fim como uma coisa que era para acontecer, que precisava acontecer. Não percebemos que ali é o início de uma nova etapa, geralmente só entendendo esse fato e o poder do tempo após ter se passado um longo período. Ainda bem que eu consegui entender isso, espero que quem leu esse texto também.

M,
18 de fevereiro de 2011.

domingo, 3 de abril de 2011

‘Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol’

Esta é uma das frases de um dos meus livros preferidos: ‘O pequeno príncipe’ e realmente se encaixa muito bem na vida de grande parte das pessoas que eu conheço, inclusive na minha.

Mas por que será que quando estamos tristes gostamos de ver o pôr-do-sol? O que há de mais em olhar para o céu e ver o sol indo embora e a lua chegar? Provavelmente não existe uma explicação lógica para isso, mas acredito que a calmaria de um fim de tarde é algo tão magnífico que, ao estarmos tristes, nos traz certo conforto momentâneo e acaba nos fazendo querer voltar a acreditar naquela fé que nos fazia otimistas demais.

Enquanto o sol está lindo e absoluto preparando-se para ir passear na China, você está ali, pensando que o melhor seria morrer e que mais nada nisso tudo que chamam de vida tem sentido. É nessa hora que você olha para o céu e começa a pensar, pensar e pensar. No meio dos seus pensamentos você acaba parando para apreciar o espetáculo particular que o sol dá e só acontece uma vez por dia, percebendo então que ele está ali, todos os dias, independentemente do que aconteça, enfrentando o seu dia e fazendo o que tem que fazer: iluminar; ao mesmo tempo que você está sofrendo, chorando, morrendo por dentro e não faz nada para mudar isso, apenas se conforma com a tristeza habitando o seu corpo.

E assim, foi olhando o pôr-do-sol que aprendi a seguinte lição: Não importa o que aconteça hoje conosco, sempre existe um amanhã e por pior que as coisas possam parecer, como diz uma frase bem clichê que existe: ‘não há nada como um dia após o outro’. Vamos depositar nossas esperanças no amanhã, mas sabendo que obstáculos e momentos ruins sempre estarão presentes e que por serem necessários, devemos buscar aprender a lidar com eles e não deixar que sejam o foco de nossas vidas.